Vantagens e desvantagens das medicações psiquiátricas para o tratamento da dependência química, alcoolismo e distúrbios mentais associados.
Os remédios e medicações psiquiátricas possuem boa tolerância?
A psiquiatria e a neurologia são especialidades médicas e, muito do assunto que abordaremos aqui, também serve para outros tratamentos com medicamentos em outras áreas da medicina.
Muitas pessoas ainda possuem a crença de que medicações psiquiátricas são remédios fortes, alteram a personalidade dos indivíduos, provocam inúmeros efeitos colaterais e deixam os pacientes dopados.
A imensa maioria dos remédios e medicações psiquiátricas tem seus fundamentos químicos farmacológicos desenvolvidos na década de 1960. Ou seja, medicações e remédios psicoativos são medicamentos que possuem um enorme contexto histórico de utilização segura e tolerável. Além disso, com o passar dos anos, as medicações estão evoluindo cada vez mais, sendo melhor sintetizadas, com menos efeitos colaterais e maior eficácia.
Em nenhuma especialidade médica existe um tratamento com remédios e medicações que não tenham algum tipo de efeito colateral indesejado. Qualquer tratamento medicamentoso deve considerar a relação entre benefícios, tolerância e eficácia.
As clinicas de recuperação para dependentes químicos e alcoolistas demostram que efeitos colaterais indesejados podem promover a descontinuidade do tratamento, prejudicando assim, o prognostico da recuperação da síndrome de abstinência e, também das psicopatologias associadas.
As medicações psiquiátricas atingem seus objetivos?
Muitas pessoas já viram ou tiveram na família casos de insucesso com medicações psiquiátricas. Esses casos costumam ser uma exceção que infelizmente produz desinformação e descrença acerca dos tratamentos medicamentosos psiquiátricos.
Estudos e pesquisas em clinicas para o tratamento do alcoolismo demonstram que, em casos de depressão associados ao alcoolismo, um plano terapêutico bem elaborado com medicações utilizadas de forma correta, devolvem vida plena para 80% dos acolhidos. E mesmo em casos onde a psicofarmacologia não consegue eliminar completamente os sintomas, a medicação consegue promover alivio, melhora significativa dos sintomas e redução da incapacitação dos pacientes.
Porque as medicações psiquiátricas podem não atingir seus objetivos?
Muitas vezes o insucesso no tratamento psicofarmacológico pode acontecer por diversos motivos. O erro mais comum é o transtorno mental que não teve um diagnóstico adequado.
Quando um erro no diagnóstico é cometido ele deve ser revisado para ser confirmado ou alterado.
A utilização em padrões irregulares de quantidade e frequência também podem diminuir o bom prognóstico.
As clinicas de recuperação e reabilitação para dependentes químicos e alcoolistas demostram, em muitos casos, que as alterações no comportamento sugeridas, não seguir adequadamente as prescrições médicas e usar drogas juntamente com as medicações promovem o fracasso psicofarmacológico.
Medicações psiquiátricas são apenas para pacientes graves?
Essa é uma convicção popular que precisa ser desconstruída, pois impede que muitas pessoas busquem um tratamento mesmo apresentando quadros bem leves de alguns distúrbios mentais.
Por exemplo, pessoas com depressão em grau leve e não tratadas ao longo da vida, podem apresentar menor escolaridade, menor renda e solidão. Ou seja, o desempenho da pessoa é prejudicado em suas atividades laborais, relacionamentos e, em quase todas as áreas de sua vida.
Considerações finais
As recomendações médicas devem ser seguidas exatamente conforme orientação medica.
Remédios psiquiátricos não devem ser tomados por tempo insuficiente e quantidades inadequadas.
O tratamento psiquiátrico deve ser personalizado, ou seja, o médico psiquiatra deve perseguir a medicação adequada, combinações de medicamentos quando necessário, quantidade adequada e pelo tempo necessário.
O Paciente deve informar o médico psiquiatra se faz uso de alguma medicação mesmo que não seja psiquiátrica.
A grande maioria das medicações não provocam dependência. Apenas os calmantes e estimulantes causam dependência e, muitas vezes são utilizados para outros fins, como por exemplo, para emagrecer.
Medicações psiquiátricas devem ser retiradas gradualmente.