Qual a importância do engajamento familiar no tratamento?
A participação dos familiares que integram o entorno familiar é imprescindível. Nossa experiência trabalhando nas unidades das Clínicas de Recuperação Viver demonstra claramente que boa parte das recaídas está relacionada com situações e comportamentos familiares que já existiam antes do início do uso de álcool e/ou drogas.
Quando os familiares não participam ativamente do tratamento, seja participando das reuniões realizadas periodicamente nas clínicas ou frequentando grupos de mútua ajuda, e aqueles padrões de comportamento familiar que representavam fatores de risco não são alterados, o paciente pode ficar novamente vulnerável e buscar alívio na substância para lidar com os mesmos problemas, a menos que ele tenha mudado as crenças e convicções anteriores sobre o abuso de substâncias.
O excesso de controle familiar e a desconfiança são exemplos de comportamentos que devem ser cuidadosamente observados e reduzidos. A maioria dos dependentes químicos e alcoolistas que acabaram de sair de uma internação para tratamento simplesmente ainda não conseguem e não desenvolveram completamente as habilidades sociais necessárias para lidar com todos os problemas antigos.
Assim como os pacientes, acolhidos e alunos aprendem sobre a doença, suas causas, efeitos, sintomas, consequências, fatores de risco e gatilhos, os familiares também precisam entender de que forma podem realmente contribuir para que a dinâmica familiar seja mais funcional.