A abstinência total é o suficiente?
Interromper completamente o uso ou abuso de drogas e/ou álcool representa um importante patamar a ser atingido, pois entre 30 e 60 dias, ocorre o retorno do equilíbrio químico do cérebro, o que permite ao paciente pensar com clareza novamente, sair dos comportamentos compulsivos, aderir e continuar com o tratamento proposto.
A abstinência total não é o suficiente para uma plena recuperação e reabilitação dos dependentes de substâncias. A abstinência está principalmente relacionada com a interrupção da intoxicação e dos comportamentos impulsivos e arriscados.
Para que o paciente, aluno ou acolhido prossiga com sucesso no tratamento, é necessário que ele seja orientado e acompanhado por meio de múltiplas abordagens. As múltiplas abordagens mais importantes são: a frequência regular em grupos de mútua ajuda como Alcoólicos Anônimos e Narcóticos Anônimos. Os grupos de autoajuda, além de serem extremamente eficazes, são muito democráticos, pois não cobram nenhum valor para fazer parte deles.
A psicoeducação é extremamente importante para todos e deve ser continuada ao longo da vida. A psicoterapia individual, terapia de casal ou terapia familiar podem ser extremamente favoráveis, considerando sempre as necessidades de cada indivíduo. Consultas regulares ao psiquiatra devem ser consideradas sempre que houver outro diagnóstico dentro da saúde mental concorrendo com a dependência de álcool e drogas.
Com essas intervenções, ele desenvolverá habilidades para lidar com as situações e com as variáveis que representam as verdadeiras causas da doença.
A internação voluntária ou involuntária é apenas a primeira etapa do tratamento para dependentes químicos e alcoolistas. Engana-se profundamente aqueles que pensam em manter uma abstinência estável sem continuar com o tratamento após a internação.